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Viva!

É verdade, podemos dizer que você é um rato, mas antes de qualquer coisa e você fique bravo(a), gostaria que saísse dos tecnismos e ajudasse as pessoas de forma simples, sem que haja uma teoria, sem que haja erros e acertos. 

Apenas relaxe, saia de casa e desfrute da vida. Não venha me dizer que você é um(a) pessoa que mudou por causa de outra, porque isso não existe. Você pode ter evoluído, mas decidiu regredir mal sabendo que pode ter sido um erro, em seu "tabuleiro de xadrez". 

Sei que já estou cansado de me estressar, mas preciso me livrar dessa sombra que ainda me segue, já que de todos os me momentos incríveis, você, se acostuma a se segurar nos piores, nas brigas e sempre procura a pessoa errada. 

Você já criou um campo minado do seu lado, com seus amigos idiotas que te acham especial (Não entenda especial no sentindo de ter luz própria e sim, de ser alguém que tem problemas) e para piorar, decidiu entrar no meu campo minado, onde todos meus amigos te odeiam e sou obrigado a desabafar e tentar abafar o assunto. Já que enquanto você enche o saco deles, eles vem até mim e enchem o meu. 

Não reconheço nada na vida como erro e sim como aprendizado. E claro, como você é totalmente teórica e não consegue socializar de forma leve e casual; justamente qualquer pessoa comum e comunicável faria, acaba se pesando em erros e amigos descartáveis que seriam suas relações que não acontecem via internet. 

Eu não cuido e nunca cuidei de sua vida, te mostrei novidades, acabei com alguns de seus medos, mas aconselho você a mudar, já que você é uma pessoa difícil. Eu não vejo como explicar, mas o fim foi gerado através de um momento em que eu realmente acordei e vi que, era desgastante manter algo que ia se tornando cada vez mais ridículo. 

E eu nem sei se você lê meu blog ou não, mas se lê de verdade vai reconhecer que esse recado é para você. E se não vier falar comigo em 3 dias, eu irei até você e não será pior, nem melhor. 

Saiba que não tenho nenhuma participação nas suas conversas sujas com um amigo meu, fiquei sabendo e tive que abafar o caso, mas realmente as mascaras caem e realmente prefiro te falar isso em forma de crítica.

"A maior cagada da sua vida é não aproveitá-la, seu medo é na verdade burrice de não experimentar e muito medo de ser feliz, já que não existe ousadia de sua parte e você tira todo o tesão do próximo devido a isso"

Saiba que eu nunca consegui me sentir bem naquelas nossas conversas noturnas, sempre com a aba pornográfica aberta eu tinha que terminar o trabalho sozinho. E quando eu realmente quis ver algo, você me mostrou o que eu menos queria. E se fosse também para ver o que você me mostrou, eu ia em qualquer site e pedia isso, já que é o que todas no minimo podem fazer. 

Eu não sinto raiva, não sinto remorso e não sinto nada. E com certeza sei, que você não me esqueceu. Já que fui seu melhor e agora depois de tudo isso, prefiro ser o pior. 

E se você chegou até aqui nessa vírgula, avaliando meus erros que é a única coisa que você vê nos outros para esconder os seus; o mesmo vale para os defeitos, que você acha que sabe avaliar, mas não pode avaliar, porque não é exemplo para fazer isso, é porque realmente se importa ainda com o que eu tenho a dizer.

E pode me chamar de cruel ou o que for, mas prefiro ser justo e honesto enquanto a isso. 

Seu choro é apenas fraqueza e quanto mais você chora, quanto mais fraca é.

E lógico, se você realmente vê que isso é real, verá que se tornará uma pessoa bem mais forte ao avaliar essas coisas e mudar, porque isso é preciso. 

Larga de ser uma pessoa de 80 anos, você tem quase 18 e uma vida inteira pela frente, você está se castigando demais e também não merece ouvir apenas coisas ruins. 
Saiba que seu sorriso é muito bonito e que sua vontade de ajudar as pessoas é algo realmente admirável e claro, como uma pessoa que se expressa bem, virá a escrever uma frase que não terá brecha para minha resposta, que seria mais como um desabafo a você. 

Obrigado por tudo, pena que você me atrasou. 

Ps: Quer um amigo, estou aqui. Não quer... muito obrigado e até um dia. 
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I Miss You (Sinto sua Falta)


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Morri

Fui calado, em meu leito apenas meu próprio corpo pedindo descanso para minha alma. 
Fui sozinho, já não precisava de ninguém me amando falsamente em busca de meus bens materiais. 
E que engraçado, do mundo nada se leva... mas as pessoas que ficam nele insistem em ter o melhor, para se tornarem o pior ser humano da terra.

Vou em paz, vou feliz. Sou homem, já fui menino um dia, já cresceu minha raiz.
Sou forte, estou no fim, na última porta da eternidade, amando sempre quem eu quis. 
Realizado; claro, só posso dizer a mim mesmo que, estar deitado e descansado é melhor preocupado. 

Fui, morri. 
Viajei e finalmente sorri. 
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Que tal... Já que...

Que tal... juntarmos letras de músicas e formamos a melodia perfeita?

Transformamos melodias em simples obras-primas. 
De Cartola por Cazuza, como em: "O Mundo é um Moinho"
"Ainda é cedo amor, mal começastes a conhecer a vida e já anunciares a hora da partida...
...preste atenção querida, em bora eu saiba que estás resolvida e em cada esquina cai um pouco a tua vida...
...ouça-me bem amor, preste atenção, o mundo é um moinho, vai triturar teus sonhos tão mesquinhos, vai reduzir as ilusões a pó."

Já que...

"É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, já que se parar para pensar na verdade não há"

Já que...

"A tua piscina tá cheia de ratos, tuas ideias não correspondem aos fatos, o tempo não para."

Já que...

"Não tenho mais o tempo que passou, mas tenho muito tempo... temos todo tempo do mundo. 
...sempre em frente. Não temos tempo a perder, nosso suor sagrado, é bem mais belo que esse sangue amargo...
...me diz mais uma vez, que já estamos distante de tudo... temos nosso próprio tempo...
...não tenho medo do escuro, mas deixe as luzes, acesas... agora.
...o que foi escondido é o que se escondeu e o que foi prometido, ninguém prometeu, somos tão jovens..."



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Insônia e o tempo

Droga de insônia... quanto mais eu durmo, mas eu fico acordado. Vejo que o problema pode ser cerebral, falta dele ou excesso, já que meu próprio sistema pede para que eu durma, enquanto me mantenho acordado, sofrendo por um mal incontrolável. 

O tempo é o culpado. Sem ele, poderíamos ser mais calmos, mais tranquilos, apenas esperando o tempo de envelhecer. 

Dormir é um prazer, hoje em dia mais difícil, até porque eu moro em São Paulo, e essa é uma cidade que nunca dorme, que nunca para. E eu já estou cansado, quero dormir, quero parar, mesmo que meu cérebro diga não, meu corpo diz sim e nesse meio termo, termino sofrendo. 

Vejo pornografia barata, ouço musicas, vejo vídeos, vou cada vez mais fundo para que o sono chegue. 

Agora são 3 da manhã e amanhã, será o hoje, talvez. 

E refletir sobre algo, não que me pareça o bastante... pode ser a única solução, já que aqui estou eu, deitado, massacrado, cansado e com insônia, talvez por estar sozinho, mas encaro isso como opção, ou apenas, por ter medo da solidão. 

Está bem, não me parecem boas palavras, até porque a carne é fraca e o sentindo ainda não vem, mesmo que eu encare a vida de uma forma, o que me acontece é outra coisa totalmente distinta do que vemos aqui, a anos acompanho meus pais a dormir e não durmo por causa do tempo em vão. 
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O que estado da água.

...É liquido...
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Transtorno na estação

A causa do teu vazio não está em teu coração. Abra seus olhos, ilumine seu corpo, não se machuque tanto e me de a mão. 

Transformarei tuas lagrimas em sorrisos, criarei hinos para te louvar, não se preocupe, eu grito o bom e velho clichê, cantarolando, para sempre eu vou te amar. 

Dê-me o sabor da vitória, enquanto eu te dou o sabor do luar, novamente cantarei com mil glórias, em voz alta e sonora, para sempre eu vou te amar. 

A cargo de mim então, apenas o vazio dos trens, de glórias e com um sermão, caiu vagarosamente no chão. 
Levanto e me recomponho e vejo o transtorno na estação. 

Ao sentar no banco, penso e reflito sobre o passado e por mais atormentado que eu esteja, só reflito em coisas boas, como domingos ensolarados, dragões alados e minhas mãe e suas broas. 

Claro, nas memórias eu me acho sério e me venero, já que minha poesia de cego, jamais, poderei contar. 
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Tão natural quanto a luz do dia

Reflexione o melhor de si, numa música de alguém já morto, talvez de novo e mais uma vez, talvez. 

Perceba que cada traçado de linha significa alguma coisa e não é apenas com uma música do Charlie Brown Jr. E sim com várias outras como uma do Oasis, uma do Luan Santana ou outra qualquer. E por superficial que seja, se enquadre nela e viva, viva o melhor, viva o pior, se emocione, se encante e cante. 

Cante até suas cordas vocais não aguentar mais.
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Viagem de luzes

Passarei a por algumas dicas de referências no início ou no fim das postagens. 

*Referencia ao filme, Enter the Void. 

Sabe quando todas as luzes brilham ao seu redor, e você está numa viagem... bom, a viagem não precisa ser necessariamente em torno das drogas, viagem dentro de sua mente, entrando pelo vórtex cerebral. 
Mas se precisar antes de ver os vídeos a seguir, fume um baseado deixe sua mente solta ou entre em um devaneio, apenas mantenha fixo os olhos na tela, deixando o corpo em nirvana e as luzes no cérebro fritar. 

O primeiro é uma sequência diante das luzes cansadas, das luzes coloridas, do brilho, do banners de glamour, de todas as pequenas partículas, que montam um elemento colorido e forte, chamado luz. 

Que tal para aquecermos a mente, vermos alguns feixes de luz, logo de entrada para saber do que se esperar de "Enter the Void".




Psicodelia através de cores, vislumbre o poder.

Bom, agora estamos aquecidos, vamos ao que interessa. E claro, muitas vezes, já deixei em minha mente uma questão em aberto. 

"Como os seres humanos conseguem fazer este tipo de coisa?" 

Eu vejo todos os seres humanos de forma bastante limitada, menos quem compõe a arte através da criatividade. Agora, quem faz isso através de uma câmera e recursos limitados pode ser considerado um gênio. Até porque, é fácil pegar uma imagem pronta e deixá-la em frente do aparelho, quero ver se foda de usar o zoom nos momentos exatos e melhor ainda, entrar de forma poética no interior de algo complexo, o nosso cérebro. 

Caso você tenha paciência, acompanhe um show de luzes dos neurônios até o centro nervoso, uma viagem de DMT, uma viagem nítida ao nosso interior. Filmada por um cineasta e encontrada num sample de Enter the Void. 


Não tenho mais nada a acrescentar após isso.

Até a próxima...
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Sim, é ela.

É ela, sim, é ela.

Revejo teu balanço
E fico impressionado 
Baila com os pés, diante do cinza
E colori-es de uma forma melhor
Cabe a ti, ó doce criatura
Colorir essa minha cidade
Abraçando-a e mudando-a. 

Sabes que tens este poder, que nem eu posso descrever, de mudar o cinza para azul, de fazer que é feio em arte, mudar as coisas simples, para algo complexo, porém com um conceito simples. 

Bom, aqui está o que eu prometi para você, não era tudo o que eu queria dizer, mas foi o suficiente para você entender. Caso você ainda não tenha entendido... me mande algo por lá, que eu te respondo, eu te digo. 

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A colheita da paz natural

Vá ao fundo do poço jovem poeta
Resgate tua áurea 

Ouça Bob Marley num dia chuvoso
Sinta a natureza ao teu redor
Sinta teu sangue
E o teu suor

Seja o amor
Fale as palavras bonitas

E Seja minha
Seja meu luar

Prometo que cartões não serão suficientes
E prometo estar sempre lá
Mesmo que a distância impeça
Mesmo que me falte o ar

Prometo fazer igual a primeira vez
Prometo ser teu guerreiro da paz
Estarei em contato contigo
E ninguém mais

Posso me descrever
Como qualquer flor
Só não toque-me os espinhos
Ou sentirá dor

Fortemente colho da terra o melhor
Colho do céu, apenas o sol.

E vejo em teus olhos
A doce linha 
Do eu
Do você 
E do nós. 


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Duros sorrisos

Preciso de paz
Preciso investir
Preciso cair fora
Preciso sorrir

Tenho medo do amor
E mais ainda do ódio

Sou de todas as ruas
Estou em todo lugar
Sou seu porto seguro
Quando precisar, é só me chamar.

Sou da natureza
Sou o filho do vento
Sou as mil faces da terra
Teu amor
Teu alento 
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Quando vemos que algo bonito, é bonito mesmo.

Nunca fui fã de melodias do tipo e não aconselho ninguém a ser ou não ser, apenas desfrute da viagem visual deste clipe incrível.
Agraciado com a atuação marcante do humorista Paul Kaye. 






Obrigado e venham com cautela e cuidado ao vídeo. 

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E eu?

Nunca me entenderam, não quero que me entendam agora. Já sou velho demais para estar aqui, gostaria de partir, de ir embora... sem rumo algum. 

Já me cobrei demais pelo meu melhor e isso é visível nas marcas velhas, no meu jovem rosto. 

Cubro-me hoje de vagabundices, mas não é onde eu quero estar. Quero estar na linha do "após além", quero estar fora do índice, quero ser o poeta que jamais fui. 

Não me cubro de palavras difíceis ou palavras que ninguém entende. Sou mais complexo do que imaginam, sou matéria filosófica, sou a revolução do nada, sou o medo escondido, sou o seu destino, sou o seu melhor.

Em falar em melhor, nós damos nosso melhor por outras pessoas e por mais que soframos, no fim somos recompensados com nossos próprios sorrisos. 

Dou minha vida ao mar, deixo ele me levar até uma ilha, lá me recuso a voltar ao mundo real, onde as cidades são de concreto, as pessoas infelizes e seus amigos artificiais. 

Abro-me a arte,
me exponho a solidão.

E só não canto sozinho,
porque não tenho um violão.
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E o tempo, como vai?


Já pararam para pensar que daqui a alguns anos, teremos apenas o passado como as nossas maiores lembranças? 

Imagina só, observar o que já passou e ver que tudo mudou. 
Seus avôs e avós morreram, seus pais estão velhos, seus ídolos já não estão mais na ativa. 

Teremos que nos posicionar de outra forma, talvez, alguns de nós terá uma bela família, outros reconhecerão antigos amigos na televisão, visitarão o tumulo de antigos amigos. Verão que o tempo passa depressa demais... que um dia estava nos braços da mãe, no outro já estava dando os primeiros passos sozinhos... depois, estarão dormindo, aqueles longos sonos que toda criança dorme para recuperar as energias. 

Em seguida estaremos com nossas namoradas, nossos namorados, estaremos trabalhando e acabaremos dormindo cansados, infelizmente cansados. 

Logo depois olharemos no espelho e veremos nossos primeiros cabelos brancos e pensaremos, poxa... como o tempo passou de pressa. Veremos nossos olhos cansados, nossa pele enrugar e perderemos todo o vigor pela vida, ficando menos ativos e mais tempo sentados. 

Veremos quando estivermos carecas e gagás, que a vida passou rápida demais, passou como um flash, veremos as luzes acender, tudo ir se tornando claro demais para os olhos e então finalmente escuro. Teremos morridos, sem que tivéssemos aproveitado o tempo. 

Tempo esse que no futuro, terá passado rápido demais, mas que hoje, se você for parar para pensar, passa de um jeito lento, até porque colocamos sempre datas importantes no futuro e não no passado. E o que marca nosso passado são as desgraças, elas sim, se tornam datas marcantes. 

Olhe agora para seu pai e sua mãe, eles estão ficando velhos, olhe as marcas em seus rostos, compare seu rosto com o de sua mãe ou pai no espelho, você verá o passado dele, diante de seu rosto, você verá em seu rosto a vida e no dele a marca do cansaço e do tempo. 

Tempo que já se foi e não volta mais. 

E ai, e o tempo... como vai? 


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O tiro de sorte

Nasce um poeta em cada esquina, cada um com seu coração, cada um com sua áurea.

É como cantiga de velho, é como inspirar a alma de palavras bonitas
É como um vaga-lume e um percevejo

Ambos tão diferentes, mas tão iguais...

Bem, é o simples fato de que o poeta cria o amor. Amor, que é como flor, se bem... que até rima, e forma uma rima bonita, pois é feita de coisas boas.
Do outro lado o menos otimista, grita:

- Porra, isso é tudo bobagem de quem nunca se assumiu viado!

O poeta na calma, puxa ao seu redor quatro versos como se fossem uma arma e os clama em frente ao ignorante, que se hipnotiza com os versos vibrantes do poeta.
Que grita próximo ao ignorante.

- Pense como um homem! Só trabalho com poesia de cego!
- Pense como um homem! Só trabalho com poesia de cego!
- Pense como um homem! Só trabalho com poesia de cego!
- Pense seu animal, pense! Você é o cego. Você tem essência, pouse na minha poesia, pose no meu amor.

O homem, hipnotizado apenas diz 4 palavras.

- Minha poesia de cego.

E então rapidamente o poeta fala:

Exclamo a aqueles que vieram
Com pressa não se vão
Vieram do amor
Não se vão na contra-mão

Passo dos meus lábios sossegados
A voz com um preço
Descanso-me agora
Pois amanhã já tenho endereço

Carta postal para minha mente
Apenas ouça o que tenho pra lhe falar
Caso você queira outra chance
Dessa vez nem ouse em falhar

Passo aqui os meus medos
E as minhas vitórias
Passo de um qualquer
Tchau moreninha
Tchau ignorante
Já estou indo embora!
Volto, quando eu quiser...
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Sabe quando vemos o sentido da vida?

Exatamente quando perdemos alguma coisa. Quando percebemos que não somos nada, que não podemos nada. 

E que tal abandonar tudo aquilo que você não escolheu, para fazer suas próprias escolhas?

Ou que tal testar o novo, apenas para ver se aquilo não se tornará uma opção?

O que levanta essas questões, seriam minha falta de expressão, já que sou um inútil ou minha falta de presença, assim me tornando um inútil?

Bom... de uma coisa eu sei, a partir do momento que "mastigamos" a vida, ela nos trará uma má "digestão". Se você não me entende, tudo bem, eu lhe explico de maneira mais tranquila.

Sabemos que tudo aquilo a que damos valor, é quando realmente perdemos, e aquilo que nos acorda está em qualquer lugar.
Soa poético, merece uma foto com um fundo bonito e uma legenda bacana, mas não... 

Você passa sua vida inteira reavaliando os erros, procurando as virtudes. E cadê ela quando ninguém te ouve, ninguém te quer mais. 
É lógico, é bem mais fácil dá um tiro na própria cara do que se dá ao encontro da realidade. É mais fácil chorar as próprias mágoas, quando se perde um grande amor. 

Já que ninguém sabe o que é dor, até senti-la. Ninguém sabe o que é nada, até provar. O novo, que ás vezes nem tão novo é. 

Mas o melhor de saber de um dia difícil é: 

Alguém com os olhos vivos e cheios de luz, irá aparecer para te mostrar que a vida é muito mais que se machucar, muito mais do que chorar. Até mesmo porque, quando essa pessoa chora, a bondade dela é tão imensa, mais tão imensa, que você sabe, que só sua presença para ela, e a presença dela para você, já faz bem. 
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O Palhaço e a Masmorra

(Caso você queria ver essa história com trilha sonora, passa a playlist até "Brian Crain - Imagining")

Havia um palhaço em uma velha masmorra, o nome do Palhaço era Tobias. O reino era o último reino francês em Mônaco, isso já em tempos modernos, uma época onde estavam começando a ser industrializados os primeiros transportes por rodas movidos a gasolina. 

Tobias tinha um sonho, seu sonho era um sonho artístico, mas sempre reprimido pelo rei que acabava o trancafiando na masmorra, com apenas um aparelho de rádio. 

Certo dia, Tobias, machucado por dentro de tanto ficar na cela da masmorra, começou a dançar. Uma dança alegre, uma dança chamada balé! 
Com pequenos passos nas pontas dos pés, Tobias ia de um canto a outro proporcionando um pequeno e leve transtorno aos olhos dos guardas, que olhavam atentamente a expressão corporal de Tobias. Uma expressão leve e solta, onde ele parecia um cisne, balando no ar. 

(Caso queira, sintonize em The Verve - The Drug's Don't Work)

Ao ver os guardas ali, sem fazer nada o Rei, decidiu dar um basta naquilo. Entrou na cela e foi atrás de Tobias, que com passos rápidos fugia do Rei, que cansado, pediu ajuda dos guardas. 

Os guardas pegaram Tobias e bateram nele, até o sorriso pintado no seu rosto, virar uma lagrima que escorria através do seu rosto. 
Surra essa que abateria Tobias, que ficaria com os olhos tristes e sem um belo sorriso por um longo tempo. Sorriso aquele que era sua marca, lindo sorriso, com dentes que brilhavam como o sol durante uma manhã de domingo. Sorriso contagiante, o sorriso de um homem puro e comum. Que apenas vivia para um rei, porque não havia mais circos em Mônaco na França. 

Durante 20 dias, Tobias foi esquecido na masmorra. Masmorra gigante, toda feita de pedra, com apenas uma cama no canto das 4 paredes. 
Até que um dia a Rainha Karoline, uma bondosa mulher, decide subir para saber onde está Tobias, que nunca mais desceu para conversar com ela nas tardes durante a semana. 

(Pode-se sintonizar em Catherine Feeney - Mr. Blue)

Chegando na masmorra, Karoline encontra Tobias magro, abatido, com seus lindos olhos verdes avermelhados. Uma barba começando a crescer e um olhar esmorecido, perdido no vazio da masmorra. 
Vendo aquela situação, Karoline corre até um dos seus servos e pede que tragam um alimento para já, que tragam roupas e alguém para banhar Tobias.

4 minutos depois o alimento de Tobias chega. Tobias se encontra já limpo e vestido, mas ainda muito fraco e abatido. 

Então a bondosa Karoline deita Tobias em um travesseiro no seu colo e dá a comida na boca de Tobias, que ainda sem forças não consegue se mover. No seu corpo, os hematomas já haviam sumido, mas as marcas do que tinha acontecido ainda não. Karoline termina de alimentar Tobias e pede um cobertor para Tobias, que então repousaria e dormiria em sua cama finalmente. 

No outro dia, Karoline volta e encontra Tobias sentado numa cadeira próxima a alta janela. Tobias pede aproximação de Karoline e do bolso de trás tira uma rosa, que ele mesmo acabara de colher do pequeno jardim da janela. 

(Sintonize em No Title Music 2 no Playlist) 

Tobias após dar a rosa, cai nos braços de Karoline chorando, pedindo que ela o tire dali, que ele não aguenta mais os abusos do rei. Karoline, olha nos olhos de Tobias, belos olhos verdes cheios de lágrima, e então uma forte luz solar vem de encontro a janela, iluminando o rosto de Karoline. Tobias olha para ela e com uma voz baixinha diz:

Tobias:
 - Estou vendo o rosto de um anjo. 

Karoline, olha para Tobias e promete vai o tirar dali. Mas que ele teria que colocar um sorriso de volta ao rosto dele. Alegando que sorrisos curam doenças, sorrisos dão novas vidas aqueles que não sabem amar, sorrisos marcam mais que lembranças. Sorrisos são pra sempre. 

Karoline sai pela porta da masmorra e já logo arruma um jeito de tirar Tobias de lá. 

(Sintonize em Antonio Pinto - Consequences and Loss)

Ao cair da tarde, Karoline chega até Tobias e conta o seu plano. Que era vestir Tobias de cozinheiro e fazer ele atravessar as terras do reino a cavalo por dentro de um bosque de folhas alaranjas por causa do outono. 

Tobias então desse e se veste de cozinheiro. Desce e espera um dos servos da rainha chegar com um cavalo. O escolhido é um lindo cavalo branco. 

Quando então Tobias está prestes a se despedir, ele acaba vendo uma marca em uma das mãos de Karoline, mas sem falar nada, decide apenas deixar quieto, isso por fora... porque na cabeça de Tobias se passava outro "filme". 

Tobias decide-se ir embora do Reino, onde ele passou 2 longos anos de abuso do rei. Sobe no cavalo branco e coloca a bolsa em volta de seu pescoço. Karoline então, decide dar o adeus para Tobias, dando-lhe um beijo no rosto, então Tobias a agarra pela cintura com o braço esquerdo e a puxa para cima do cavalo e simultaneamente com a mão direta puxa a corda da cela, fazendo o cavalo correr bosque a dentro. 

Imediatamente o servo corre para dentro e avisa ao Rei, que Tobias raptou Karoline. E então, o Rei pega um dos cavalos e segue com mais 10 cavaleiros bosque a dentro atrás de Tobias.  Armados com arco e flechas, os cavaleiros tomam a frente atrás de Tobias, que sai por dentro de vinhas com uma rainha no montada a sua frente. Rainha que até então não havia dito uma palavra, apenas impressionada com a atitude corajosa de Tobias. 

Tobias, que administra a cela do cavalo como ninguém e sai adentro por meio de galhos e árvores, até sair em um pequeno vilarejo. Logo a frente para o cavalo do rei, com o de um cavaleiro, que acaba por ser muito pequeno, caindo ao tentar sair do cavalo. Assim, seu arco e flecha cai próximo a Tobias que entrega na mão de Karoline, que mira no peito do Rei. Enquanto isso, Tobias assovia e faz o pessoal do vilarejo sair de suas moradias. Ao acontecer isso, o cavaleiro assustado sai em disparada rumo ao leste. 

E então Karoline, olha para Tobias, que diz:

Tobias:
 - Faça, não deixe mais ele te agredir. Faça!

E Karoline fecha os olhos e solta a flecha do arco, atingindo o coração do último rei de Mônaco. 
Karoline então olha para Tobias, que olha para Karoline com orgulho, vai até ela a pega no colo e a coloca no chão. Segura sua mão e segue até uma casa bonita no fim do vilarejo, onde Karoline e Tobias hoje, velhinhos, vivem felizes e unidos desde então. 
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O Homem Sozinho

Três copos de água hoje porque não estou para brincadeira. 
Dois copos de veneno para eu desistir de viver de primeira.

Um copo de amor por favor, para eu esquecer a dor. 

Nenhum copo de vida, quero esquecer toda minha rotina.

Traga uma mulher bonita, para que eu possa me lembrar.
Que a vida não é mais que sonhar...

Sonhar...

E sonhar.
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Triste, mas lindo!


  • PRIMEIRAMENTE PAUSE O PLAYLIST LÁ EM CIMA PARA NÃO DAR CONFLITO COM O VÍDEO. 

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A Fabula do Pássaro Azul

Um pássaro que voa baixo
Não é um pássaro comum
É um pássaro azul
Que está cada vez mais próximo ao mar.

O coração que não busca um amor
Não é um coração sozinho
É apenas o destino
Que não o mudou.


Já vale as lembranças nítidas
De um outono vazio
Eu e você.
No nosso cantinho de amor.


Para Rafaela Aubin. 
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Um conto fictício de cegos e surdos

Um conto fictício de cegos e surdos
(Este texto contém 1080 palavras)

Clarice crescia em um vale distante, onde apenas existia uma pequena cabana, árvores ao cair do outono e rosas cheias de espinhos. Logo mais a frente, havia um pequeno, que Clarice desejava conhecer.

Sua família muito preocupada não queria que Clarice passasse da porteira de casa. Já que ela era a única mulher na família viva, além de sua doente mãe. Além disso, ela tinha que ajuda a mãe como podia, já que um dos irmãos ajudava o pai, que após uma explosão de dinamites acabou surdo de um dos ouvidos, trabalhava na lavoura e o mais novo, Felipe, que era cego e tinha autismo, aprendia aos poucos, a sensação de tocar de sentir.

Seguindo sua rotina, Clarice ajudava sua mãe, enquanto todos os outros familiares atarefados se preparavam para a época de chuva no vale. Clarice arrumava todos os cômodos da casa, passando pelo quarto, onde arrumava suas meias na gaveta, pela sala onde limpava o piano e a cozinha, onde arrumava as barulhentas panelas de ferro.

Era uma vida triste em uma história preto e branco, onde lá fora se tinha noção das cores, mas dentro da casa, todos aparentavam serem daltônicos, ou, apenas cegos como o pobre Felipe, que apenas sentia os objetos da casa e sentia aquele cheiro de trigo em um campo fermentado laranja.

Clarice seguia sua rotina em preto e branco, enquanto limpava os empoeirados móveis da casa. Até que começa a ouvir um pequeno esboço tranquilo e lento de toques no piano, ao seu redor tudo começava a ganhar cor, e a casa preta e branca, ia se tornando um lar verde e prospero. Clarice, então corria para a sala para saber que mágica era aquela, é quando encontra com Felipe, sentado num banco em frente ao piano, esboçando sensibilidade em cada tecla. 

Começando lentamente e acelerando, com toda magia das teclas transformando a triste casa e um manto de cores. Apenas, porém, a mãe estava cada vez mais doente e o céu se escurecia para chover. 

O pai na lavoura se apressava cortando os últimos pedaços de madeira, resíduos da terra e a preparando com a semente gloriosa que iria crescer naquela terra vazia e virgem, em meio à terra de ninguém.

Diferentemente, do que se via o cenário entrava em conflito com os acontecimentos fora dele. Enquanto Clarice via um mundo de um jeito, o de sua mãe estava mais próximo de acabar e o do seu pai já cansado, de alivio, pois, iria ter um tempo para descansar em paz, dentro do seu lar.

Chegávamos ao 10º dia, era o último dia de trabalho do pai na lavoura. Mesmo assim, o 10º dia seria o dia em que Felipe, que era cego e autista, mudaria a melodia do piano, tocando algo perturbador e ensurdecedor, que fazia a família ficar atordoada, sem saber o que fazer.

A melodia tratava-se da chegada da chuva e da ida da mãe. Que acabaria tendo que se carregada por Clarice até o vilarejo, já que era meia-noite e o pai e o irmão mais velho de Clarice, repousara num sono profundo.

Clarice então atravessava a lavoura do pai, em pratos, enquanto carregava sua mãe quase morta, em suas costas. Aquele temporal fazia subir a neblina das montanhas e da serra, transformando tudo em sombras e pontos cegos.

Clarice continuava correndo pela terra molhada, não apenas da chuva, mas sim, das lagrimas que escorriam de seus olhos. E quando finalmente ela chegou ao vale, viu que era tudo ilusão. Apenas um banner gigante era o que tinha ali. Retrato das vendas de terra na região.

Já sem saber o que fazer, Clarice correu para casa, ver se Felipe ainda estava acordado, ao chegar a casa, vê Felipe sozinho com um retrato da mãe nas mãos, tocando-o pela primeira vez em sua vida. 

Parecia um sinal, pois naquele exato momento a chuva parava e a neblina começava a subir lentamente, assim podendo ver com clareza onde estava o corpo da mãe. Clarice sem animo algum foi até o corpo próximo às roseiras. Viu em sua frente à última mulher da família e viu dentro de si, nascer uma mulher de verdade, agora com responsabilidades.

O sonho de Clarice de sair da fazenda existia e o rumo que ela iria tomar era aquele. Passando em sua mente, que seu pai e seu irmão poderiam se virar sozinhos, ela foi até a casa pegou uma trouxa de roupas, colocou uma velha mochila e sai com seu chinelo rosa em sentido ao sul. Quando estava saindo na porteira, olhou para trás, e viu o triste Felipe assombrosamente olhando em sua direção. É quando Clarice retorna e pega Felipe no colo com uma das mãos e sai rumando ao sul pela estrada de terra.

No meio do caminho Clarice vê que precisa alimentar seu irmão. Ela então segura firme na mão dele e vai até uma casa amarela dentro de uma fazenda, onde encontra uma bondosa senhora que lhe oferece bolo e uma noite para dormir. Agora carente de mãe e sozinha no mundo, Clarice se vê próxima de uma pessoa de alma limpa e de coração bom.

Clarice olha o relógio numa velha cômoda e rapidamente pega a foto que está com Felipe, vê que aquele relógio é muito parecido com que está na foto da mãe de Clarice. Rapidamente Clarice, mostra a foto a senhora, que se surpreende e diz:

- Está é minha filha! Meu Deus, de onde você tirou esta foto?

Clarice com os olhos cheios de lagrimas olha nos olhos de sua avó e vê a semelhança deles com o da sua mãe. E se sente confortada de não está mais sozinha.

Em uma pequena jornada em meio à neblina perdeu sua mãe, em meio à tristeza, viu seu irmão a cores dentro de uma casa incolor, viu em sua frente tudo aquilo que a fez crescer. E rumo ao mundo encontrou sua avó. Pena apenas, que Clarice não existe tudo não passa de uma pequena ilusão. Tudo parte de um circo de bonecos de porcelana na televisão, tudo reflexo de uma alucinação, tudo o que não se vê tudo sobre uma verdadeira estória de desilusão.

Contada de uma avó para uma neta, que rumaria fugida do seu lar, para encontrar um pai não existente e que se arrependeu e sua avó autista e cega aprendeu a amar.


Lembranças de um homem chamado Felipe.
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