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O tiro de sorte

Nasce um poeta em cada esquina, cada um com seu coração, cada um com sua áurea.

É como cantiga de velho, é como inspirar a alma de palavras bonitas
É como um vaga-lume e um percevejo

Ambos tão diferentes, mas tão iguais...

Bem, é o simples fato de que o poeta cria o amor. Amor, que é como flor, se bem... que até rima, e forma uma rima bonita, pois é feita de coisas boas.
Do outro lado o menos otimista, grita:

- Porra, isso é tudo bobagem de quem nunca se assumiu viado!

O poeta na calma, puxa ao seu redor quatro versos como se fossem uma arma e os clama em frente ao ignorante, que se hipnotiza com os versos vibrantes do poeta.
Que grita próximo ao ignorante.

- Pense como um homem! Só trabalho com poesia de cego!
- Pense como um homem! Só trabalho com poesia de cego!
- Pense como um homem! Só trabalho com poesia de cego!
- Pense seu animal, pense! Você é o cego. Você tem essência, pouse na minha poesia, pose no meu amor.

O homem, hipnotizado apenas diz 4 palavras.

- Minha poesia de cego.

E então rapidamente o poeta fala:

Exclamo a aqueles que vieram
Com pressa não se vão
Vieram do amor
Não se vão na contra-mão

Passo dos meus lábios sossegados
A voz com um preço
Descanso-me agora
Pois amanhã já tenho endereço

Carta postal para minha mente
Apenas ouça o que tenho pra lhe falar
Caso você queira outra chance
Dessa vez nem ouse em falhar

Passo aqui os meus medos
E as minhas vitórias
Passo de um qualquer
Tchau moreninha
Tchau ignorante
Já estou indo embora!
Volto, quando eu quiser...
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