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Transtorno na estação

A causa do teu vazio não está em teu coração. Abra seus olhos, ilumine seu corpo, não se machuque tanto e me de a mão. 

Transformarei tuas lagrimas em sorrisos, criarei hinos para te louvar, não se preocupe, eu grito o bom e velho clichê, cantarolando, para sempre eu vou te amar. 

Dê-me o sabor da vitória, enquanto eu te dou o sabor do luar, novamente cantarei com mil glórias, em voz alta e sonora, para sempre eu vou te amar. 

A cargo de mim então, apenas o vazio dos trens, de glórias e com um sermão, caiu vagarosamente no chão. 
Levanto e me recomponho e vejo o transtorno na estação. 

Ao sentar no banco, penso e reflito sobre o passado e por mais atormentado que eu esteja, só reflito em coisas boas, como domingos ensolarados, dragões alados e minhas mãe e suas broas. 

Claro, nas memórias eu me acho sério e me venero, já que minha poesia de cego, jamais, poderei contar. 
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