Já me cobrei demais pelo meu melhor e isso é visível nas marcas velhas, no meu jovem rosto.
Cubro-me hoje de vagabundices, mas não é onde eu quero estar. Quero estar na linha do "após além", quero estar fora do índice, quero ser o poeta que jamais fui.
Não me cubro de palavras difíceis ou palavras que ninguém entende. Sou mais complexo do que imaginam, sou matéria filosófica, sou a revolução do nada, sou o medo escondido, sou o seu destino, sou o seu melhor.
Em falar em melhor, nós damos nosso melhor por outras pessoas e por mais que soframos, no fim somos recompensados com nossos próprios sorrisos.
Dou minha vida ao mar, deixo ele me levar até uma ilha, lá me recuso a voltar ao mundo real, onde as cidades são de concreto, as pessoas infelizes e seus amigos artificiais.
Abro-me a arte,
me exponho a solidão.
E só não canto sozinho,
porque não tenho um violão.

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