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E eu?

Nunca me entenderam, não quero que me entendam agora. Já sou velho demais para estar aqui, gostaria de partir, de ir embora... sem rumo algum. 

Já me cobrei demais pelo meu melhor e isso é visível nas marcas velhas, no meu jovem rosto. 

Cubro-me hoje de vagabundices, mas não é onde eu quero estar. Quero estar na linha do "após além", quero estar fora do índice, quero ser o poeta que jamais fui. 

Não me cubro de palavras difíceis ou palavras que ninguém entende. Sou mais complexo do que imaginam, sou matéria filosófica, sou a revolução do nada, sou o medo escondido, sou o seu destino, sou o seu melhor.

Em falar em melhor, nós damos nosso melhor por outras pessoas e por mais que soframos, no fim somos recompensados com nossos próprios sorrisos. 

Dou minha vida ao mar, deixo ele me levar até uma ilha, lá me recuso a voltar ao mundo real, onde as cidades são de concreto, as pessoas infelizes e seus amigos artificiais. 

Abro-me a arte,
me exponho a solidão.

E só não canto sozinho,
porque não tenho um violão.
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